LIMITES
Poema do livro "Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial"
Estamos no limite do tempo
não há mais caminho para percorrer
paira no ar este incenso a guerra
este nó mórbido
que fede e trilha os vínculos que partilhámos.
E no interior da nossa truculência
rebentarão em duplicado
os obuses do nosso descontentamento.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
POESIA
A tertulia sempre acontece poesia da qual faço parte, propôs na última reunião, três temas para que cada um de nós fizesse três poemas. Assim, praias fluviais, o eléctrico amarelo e natureza morta eram os motes. Como não tive tempo e se calhar imaginação, recorri ao três em um, e fiz um poema apenas:
UMA NATUREZA MORTA NESSA PRAIA FLUVIAL QUE É O ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO
Vinham das praias fluviais aos magotes
tisnados do sol alvoroçados pela juventude
apanhavam o eléctrico em Algés
saltando para os estribos com o amarelo
em andamento
entravam de sopetão forçavam a entrada
encostavam-se às moças
neste eléctrico chamado desejo
uma mão por cima outra por baixo
davam um apalpão roubavam um beijo
uns de trolei levantado
outros de natureza morta
e de vez em quando ouvia-se uma varina gritar:
- vê lá se te despachas
que tou a chegar à minha porta
A tertulia sempre acontece poesia da qual faço parte, propôs na última reunião, três temas para que cada um de nós fizesse três poemas. Assim, praias fluviais, o eléctrico amarelo e natureza morta eram os motes. Como não tive tempo e se calhar imaginação, recorri ao três em um, e fiz um poema apenas:
UMA NATUREZA MORTA NESSA PRAIA FLUVIAL QUE É O ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO
Vinham das praias fluviais aos magotes
tisnados do sol alvoroçados pela juventude
apanhavam o eléctrico em Algés
saltando para os estribos com o amarelo
em andamento
entravam de sopetão forçavam a entrada
encostavam-se às moças
neste eléctrico chamado desejo
uma mão por cima outra por baixo
davam um apalpão roubavam um beijo
uns de trolei levantado
outros de natureza morta
e de vez em quando ouvia-se uma varina gritar:
- vê lá se te despachas
que tou a chegar à minha porta
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