segunda-feira, 28 de maio de 2012

LIMITES

Poema do livro "Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial"


Estamos no limite do tempo
não há mais caminho para percorrer
paira no ar este incenso a guerra
este nó mórbido
que fede e trilha os vínculos que partilhámos.


E no interior da nossa truculência
rebentarão em duplicado
os obuses do nosso descontentamento.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Livro de poesia sobre a guerra colonial, que o CES - Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra promoveu e lançou em 2011. É uma enorme honra para mim estar presente nesta antologia com alguns poemas juntamente alguns dos maiores poetas portugueses.

sábado, 5 de maio de 2012

                                      CAPA DO MEU PRIMEIRO LIVRO DE POESIA



quinta-feira, 3 de maio de 2012

POESIA



A tertulia sempre acontece poesia da qual faço parte, propôs na última reunião, três temas para que cada um de nós fizesse três poemas. Assim, praias fluviais, o eléctrico amarelo e natureza morta eram os motes. Como não tive tempo e se calhar imaginação, recorri ao três em um, e fiz um poema apenas:


UMA NATUREZA MORTA NESSA PRAIA FLUVIAL QUE É O ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO


Vinham das praias fluviais aos magotes
tisnados do sol alvoroçados pela juventude
apanhavam o eléctrico em Algés
saltando para os estribos com o amarelo
em andamento
entravam de sopetão forçavam a entrada
encostavam-se às moças
neste eléctrico chamado desejo
uma mão por cima outra por baixo
davam um apalpão roubavam um beijo
uns de trolei levantado
outros de natureza morta
e de vez em quando ouvia-se uma varina gritar:
- vê lá se te despachas
que tou a chegar à minha porta