DOR
já não temos dor senhor primeiro
somos o ferro e a forja forjados
que não quebra como o zambujeiro
embora nos queiram ver quebrados.
já não temos dor senhor ministro
pois já comemos o pão amassado
que outro diabo amassou, sinistro
noutras histórias, noutro passado.
já não temos dor meus senhores
e no futuro, nem eira nem beira
mas se continuar o circo dos horrores
ainda nos lembramos da padeira.
domingo, 24 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O GRITO
se o país estremece e eu me agito, eu grito
se me vão ao bolso e estou aflito, eu grito
se o meu pensamento fica restrito, eu grito
se o parlamento entra em conflito, eu grito
se as manif's e as greves dão conflito, eu grito
se atacam os reformados onde eu milito, eu grito
mas se vier para a rua manifestar o meu grito, estou frito!
se o país estremece e eu me agito, eu grito
se me vão ao bolso e estou aflito, eu grito
se o meu pensamento fica restrito, eu grito
se o parlamento entra em conflito, eu grito
se as manif's e as greves dão conflito, eu grito
se atacam os reformados onde eu milito, eu grito
mas se vier para a rua manifestar o meu grito, estou frito!
terça-feira, 19 de junho de 2012
SOBRE O CORPO
tirei o corpete do teu corpo corpanzudo
e a corpolência da tua corporação de seios
tão sedosos tão felpudos
foram o corpo-delito de todos os meus receios.
não eram temores corpusculares
mas tão somente a corporalidade
bela, corporal, sem freios
daquele corpo-fechado aos olhares
mas corporalizei, não olhei a meios
e afundei-me nos entremeios.
tirei o corpete do teu corpo corpanzudo
e a corpolência da tua corporação de seios
tão sedosos tão felpudos
foram o corpo-delito de todos os meus receios.
não eram temores corpusculares
mas tão somente a corporalidade
bela, corporal, sem freios
daquele corpo-fechado aos olhares
mas corporalizei, não olhei a meios
e afundei-me nos entremeios.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
QUARTO 308
Dói-e a cabeça e o universo
quando penso em ti
quão pequenino eu sou
comparado contigo
que minúsculo eu sou
na grandiosidade do teu mundo
tu és o poeta tu és o escritor
tu és Portugal
eu... escrevinhador de versos
pobre mortal
sou apenas aprendiz da palavra
tu és a língua portuguesa
és a poesia és a minha pátria
agora e aqui
mas uma coisa temos em comun
meu querido Fernando:
o quarto 308 do Saint Louis!
Este pequeno poema foi escrito no dia 3 de Junho de 2012 na cama do quarto 308 do Hospital Saint Louis. Foi a minha pequena homenagem ao grande poeta Fernando Pessoa que anos atrás este internado no mesmo quarto deste hospital.
Dói-e a cabeça e o universo
quando penso em ti
quão pequenino eu sou
comparado contigo
que minúsculo eu sou
na grandiosidade do teu mundo
tu és o poeta tu és o escritor
tu és Portugal
eu... escrevinhador de versos
pobre mortal
sou apenas aprendiz da palavra
tu és a língua portuguesa
és a poesia és a minha pátria
agora e aqui
mas uma coisa temos em comun
meu querido Fernando:
o quarto 308 do Saint Louis!
Este pequeno poema foi escrito no dia 3 de Junho de 2012 na cama do quarto 308 do Hospital Saint Louis. Foi a minha pequena homenagem ao grande poeta Fernando Pessoa que anos atrás este internado no mesmo quarto deste hospital.
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