DOR
já não temos dor senhor primeiro
somos o ferro e a forja forjados
que não quebra como o zambujeiro
embora nos queiram ver quebrados.
já não temos dor senhor ministro
pois já comemos o pão amassado
que outro diabo amassou, sinistro
noutras histórias, noutro passado.
já não temos dor meus senhores
e no futuro, nem eira nem beira
mas se continuar o circo dos horrores
ainda nos lembramos da padeira.
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