LIMITES
Poema de Júlio Mira, do livro "Este mar que arde" e transcrito na Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial.
Estamos no limite do tempo
não há mais caminho para percorrer
paira no ar este incenso a guerra
este nó mórbido
que fede e trilha os vínculos que partilhámos
E no interior da nossa truculência
rebentarão em duplicado
os obuses do nosso descontentamento-
Sem comentários:
Enviar um comentário